Perda involuntária de qualquer volume de urina. Essa é a definição oficial de incontinência urinária. Segundo dados norte americanos, mais de 15% das mulheres são acometidas por este problema de saúde. Mas você sabe como a incontinência urinária e acontece?

O funcionamento dos mecanismos de micção é, de certa forma, bastante complexo. Para que o ato de urinar aconteça é necessário que ocorra, de maneira simultânea, a contração do músculo que envolve a bexiga urinária e o relaxamento dos músculos que obstruem a uretra (“canal da urina”).

Porém, nem sempre as coisas acontecem desta maneira. Em situações nas quais esta sincronia estiver comprometida, é possível acontecer a perda urinária involuntária, que pode ser dividida em três principais classificações.

Uma delas é a incontinência urinária de urgência. Neste tipo de incontinência, o músculo que obstrui a uretra está funcionando de maneira normal. No entanto, a musculatura que reveste a bexiga se contrai de maneira inadequada. Desta forma pode ocorrer extravasamento de urina. Em casos como este, é comum a mulher relatar intenso desejo de urinar nos instantes que precedem a perda de urina.

Outro tipo é a incontinência urinária e de esforço. Agora a musculatura que reveste a bexiga funciona sem nenhum problema. Mas, os músculos que obstruem a uretra estão com seu funcionamento comprometido, e deixam de exercer a pressão necessária para conter a urina. Nesses casos a queixa mais frequente, é de perda urinária durante situações de esforço, tais como:  esforço de tosse, acessos de riso, ou mesmo atividade física. Lembra-se da expressão: fez xixi de tanto rir"?

Já a incontinência urinária mista não é nada mais do que a soma dos dois tipos de incontinência urinária citados anteriormente. Ou seja, existe falha no funcionamento do músculo que envolve a bexiga e dos músculos que comprimem a uretra.

Agora que você sabe como funcionam os mecanismos de perda involuntária de urina, fique atenta. Pois se a urina é quem controla a sua vida social você está com problemas!